Em CINGAPURA, no dia 22 de abril, executivos de grandes empresas de transporte marítimo ressaltaram a urgência de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz. A segurança é vista como um pré-requisito essencial para que o comércio de petróleo e outras cargas possa ser normalizado no Golfo Pérsico. Jotaro Tamura, presidente-executivo da Mitsui O.S.K. Lines (MOL), uma das maiores operadoras de navios-tanque do mundo, afirmou que as esperanças surgidas com um cessar-fogo temporário não se concretizaram em segurança real para as embarcações.
Tamura declarou que, mesmo se o estreito for reaberto, as incertezas sobre a segurança continuarão a pairar sobre o setor. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) já havia emitido alertas sobre a presença de minas na área, o que contribui para aumentar as tensões. Recentemente, o Irã apreendeu dois navios no estreito, intensificando os desafios para a navegação na região.
A situação no Estreito de Ormuz, que é uma via crucial para o tráfego marítimo, permanece crítica. O executivo da MOL questionou a real definição de uma passagem 'aberta' e se é seguro navegar na área. Ele enfatizou que, em algum momento, as operações devem ser retomadas, mas a imprevisibilidade do contexto atual torna difícil fazer previsões concretas.
Alexander Saverys, presidente-executivo da CMB.Tech, uma empresa belga que opera mais de 250 navios, também expressou preocupações sobre a situação. Ele destacou a falta de garantias para a passagem segura das embarcações, afirmando que a incerteza está em alta. Saverys reiterou que o Estreito de Ormuz tradicionalmente deve ser uma passagem livre, sem a necessidade de pagamento de pedágios, e que qualquer mudança nesse aspecto seria analisada atentamente.
Atualmente, o tráfego marítimo pelo estreito está praticamente paralisado desde o início do conflito entre os EUA e o Irã, em 28 de fevereiro. Normalmente, cerca de 130 navios transitam pela região diariamente, representando cerca de 20% do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito. A continuidade dessa situação pode impactar significativamente o comércio internacional e a segurança energética global.