A Marinha dos Estados Unidos intensificou suas ações no Estreito de Ormuz ao interceptar um navio de bandeira iraniana na sexta-feira (24). A informação foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (Centcom) em sua conta oficial no X neste sábado (25). A operação foi realizada pelo USS Rafael Peralta, que bloqueou a embarcação em seu caminho para o território do Irã.
Além dessa ação, a presença militar dos EUA na região é reforçada pelo grupo de ataque liderado pelo porta-aviões George H.W. Bush, que está em patrulha nas águas do Oceano Índico desde quinta-feira (23). O aumento do controle sobre essa rota estratégica para o transporte de petróleo ocorre em um contexto de tensão crescente no cenário militar.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que nenhum navio pode transitar pelo Estreito de Ormuz sem a Autorização da Marinha dos EUA, evidenciando a postura mais rigorosa adotada pelo país em relação a essa importante via marítima. A crise se intensifica em meio a uma reestruturação no Pentágono, que foi marcada pela demissão do secretário da Marinha, John Phelan, anunciada pelo presidente Donald Trump na última quinta-feira.
Trump criticou a falta de alinhamento de Phelan com a liderança da Defesa, especialmente em relação ao desenvolvimento da chamada “Frota Dourada”, uma nova geração de navios de guerra que o presidente promete serem os mais avançados já construídos. O subsecretário Hung Cao foi designado para assumir o cargo interinamente, indicando uma possível mudança na abordagem militar dos EUA durante este período.
Essa série de ações e declarações reflete a crescente tensão no Estreito de Ormuz, uma área crucial para o comércio global de petróleo. O controle aprimorado da Marinha dos EUA na região é um movimento estratégico em resposta a preocupações com a segurança e a estabilidade do tráfego marítimo, em um momento onde a dinâmica geopolítica está em constante evolução.