A variação de temperaturas, comum nesta época do ano, favorece o aumento de casos de doenças respiratórias em felinos e exige atenção redobrada dos tutores. A Superintendence de Bem-Estar Animal (Subea) alerta para a importância da vacinação e dos cuidados preventivos com os animais.
A rinotraqueíte felina é uma das doenças mais frequentes nesse período e pode evoluir rapidamente sem diagnóstico e tratamento adequados. Com a mudança de estação, a incidência tende a crescer, principalmente em locais com maior concentração de animais.
A doença é causada pelo herpesvírus felino e afeta o sistema respiratório. Ela é altamente contagiosa e pode ser transmitida por meio do contato direto com secreções de animais infectados.
Entre os principais sintomas estão espirros frequentes, secreção nasal e ocular, febre, falta de apetite, apatia e dificuldade respiratória. Em casos mais graves, o animal pode desenvolver úlceras nos olhos e complicações respiratórias, especialmente em filhotes, idosos ou com a imunidade comprometida.
A orientação é manter os animais em ambientes limpos, aquecidos e protegidos de correntes de ar, além de garantir alimentação adequada e acompanhamento veterinário. Ao identificar qualquer sintoma, o atendimento deve ser buscado o quanto antes para evitar o agravamento do quadro.
A vacinação é a principal forma de prevenção. A primeira dose deve ser aplicada aos 60 dias de vida, com reforço após 21 dias e revacinação anual.