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A corrida como aliada e desafio para pessoas com TDAH

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A vivência de quem possui Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) pode ser comparada ao funcionamento de um rádio com interferências, onde pensamentos e estímulos competem por atenção. Para muitos, a corrida de rua surge como uma alternativa para encontrar a calmaria em meio ao caos mental. Durante a atividade, o ritmo dos passos e a respiração podem criar uma sintonia que ajuda a organizar os pensamentos.

Entretanto, essa busca pela tranquilidade pode gerar conflitos. O mesmo asfalto que proporciona alívio mental pode se tornar um terreno de cobrança excessiva. Quando o foco no desempenho e o uso de planilhas e relógios ignoram os limites físicos, o corredor com TDAH pode entrar em um ciclo de autocrítica e frustração.

Corredores que convivem com o TDAH relatam um alívio significativo ao final de um treino, um efeito que vai além da endorfina. Isso se deve a diferenças nas redes do córtex pré-frontal, que afetam o planejamento e o controle dos impulsos, além de circuitos que envolvem neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Esses fatores podem intensificar a necessidade de manter uma rotina de exercícios.

No entanto, a prática esportiva deve ser monitorada cuidadosamente. A busca por resultados pode levar ao overtraining e à dependência emocional da corrida. Para evitar esses problemas, é essencial contar com suporte de profissionais, como educadores físicos e psicólogos. Isso permite que a carga de treino seja ajustada e que possíveis dores ou fadigas sejam avaliadas.

Bárbara Santos, uma corredora de Belo Horizonte, destaca como a comunicação com seu treinador e a estruturação de treinos semanais a ajudaram a evitar pressões excessivas. Em vez de se lançar em uma maratona de 42 quilômetros, ela adota uma abordagem mais gradual, priorizando o bem-estar em cada treino.

O reconhecimento de padrões de comportamento prejudiciais é crucial. Um treino insatisfatório ou a frustração por não alcançar um objetivo específico não devem ser vistos isoladamente como sinais de overtraining. É a repetição contínua de comportamentos prejudiciais que exige atenção e intervenção.

Com informações otempo.com.br

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