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Advogada critica falta de regras para pesquisas eleitorais em petição ao TSE

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A advogada Maria Cláudia Bucchianeri, que lidera a equipe jurídica da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), expressou preocupações sobre a integridade das pesquisas eleitorais. Em entrevista, ela afirmou que a ausência de regras claras transforma as pesquisas em um "vale tudo", abrindo espaço para a "compra de números". A declaração foi feita após o envio de uma petição ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a implementação de diretrizes mais rigorosas para o registro, fiscalização e divulgação desses levantamentos.

Bucchianeri ressaltou que o PL solicita que as pesquisas sejam divulgadas somente após a apresentação dos documentos mínimos exigidos pela legislação, que são essenciais para garantir a conferência e a auditabilidade. "Sem isso, prevalece o vale tudo. A compra de números", argumentou a advogada, que já atuou como ministra do TSE.

O pedido da equipe de Flávio Bolsonaro foi motivado por uma nova ação visando impugnar uma pesquisa divulgada pela AtlasIntel em 25 de junho. O partido alega que o instituto não apresentou, dentro do prazo legal, os elementos formais necessários, como a identificação dos municípios e áreas pesquisadas, bem como o número de eleitores entrevistados e a composição da amostra por gênero, idade, grau de instrução e nível econômico.

"Temos uma forte sensação de que o modelo de registro de pesquisas eleitorais no TSE merece aprimoramento. As pesquisas têm uma influência significativa na formação da escolha do eleitor, especialmente aquelas divulgadas na véspera do pleito", afirmou Bucchianeri, enfatizando a necessidade de a Justiça Eleitoral conferir um mínimo de confiabilidade a esses levantamentos.

Anteriormente, a pré-campanha já havia recorrida à Justiça Eleitoral contra uma outra pesquisa da Atlas, em maio, que indicou uma queda nas intenções de voto para Flávio Bolsonaro após a divulgação de um áudio. A advogada destacou que a pesquisa era opaca, uma vez que o instituto não forneceu os dados mínimos obrigatórios, como a lista das áreas abrangidas e o número de entrevistados em cada setor censitário.

Em resposta, o CEO da Atlas, Andrei Roman, afirmou nas redes sociais que a falta de dados foi devido a uma falha no sistema do TSE e que todas as informações foram submetidas dentro do prazo legal. Ele alegou que se tratava de um "erro de sistema recorrente" e que o assunto foi discutido em uma reunião recente entre representantes de institutos de pesquisa e o TSE.

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