O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, foi o relator do caso, que teve como resultado a manutenção do efeito suspensivo sobre o recolhimento dos produtos. Essa suspensão está condicionada à apresentação de um plano de ação pela Química Amparo, visando à mitigação dos riscos identificados.
Safatle ressaltou que a empresa já havia enfrentado ações sanitárias anteriores relacionadas à contaminação microbiológica, com resoluções em 2008, 2024 e 2025. Ele também mencionou que a situação atual teve início com uma denúncia na plataforma Fala.br, seguida de uma inspeção da Anvisa nas instalações da Química Amparo.
O diretor destacou que o problema não é isolado, mas reflete um conjunto de evidências que indicam falhas nos processos de controle de fabricação, comprometendo a segurança dos produtos disponíveis no mercado. Ele enfatizou que o controle de qualidade da empresa não conseguiu identificar e separar os lotes contaminados, o que representa um risco significativo de que produtos inseguros sejam comercializados.
Durante a sessão, o advogado Omar José Amazonas, representante da Ypê, fez uma sustentação oral, afirmando que a empresa se compromete a colaborar com a Anvisa e já adotou medidas voluntárias de segurança. Ele informou que, mesmo com a suspensão, a Ypê decidiu interromper a produção como um sinal de responsabilidade.
Os outros diretores da Anvisa também comentaram sobre a repercussão do caso. Daniela Marreco Cerqueira mencionou que a situação gerou uma discussão polarizada, que não condiz com as intenções da agência. O diretor Daniel Pereira reforçou que as ações da Anvisa não são influenciadas por questões políticas, mas sim pela responsabilidade institucional da agência em proteger a sociedade.
Os processos relacionados a esta questão têm os números 25351.940166/2025-78 (Sei) e 25351.077777/2026-51 (Datavisa).
Com informações jota.info