A nadadora Maria Eduarda Porto, conhecida como Duda Porto, de 18 anos, foi convocada para integrar a Seleção Brasileira na primeira edição dos Jogos Pan-Americanos para Transplantados, que ocorrerá entre os dias 21 e 25 de outubro, no Uruguai. Residente na região do Barreiro, em Belo Horizonte, Duda enfrenta o desafio de arrecadar aproximadamente R$ 20 mil para custear sua participação na competição, uma vez que não possui patrocínio nem apoio governamental.
Para viabilizar a viagem, a família da atleta decidiu realizar uma rifa de uma camisa do Atlético, que está autografada pelos jogadores do time. Cada número da rifa é vendido por R$ 5, e o sorteio está agendado para o dia 30 de setembro.
Maria Eduarda começou sua trajetória nas piscinas aos três anos, após passar por 19 cirurgias e receber um transplante renal em 2020. Sua prática da natação foi recomendada por médicos, visto que ela havia retirado o rim direito e o outro estava funcionando apenas 40%. Inicialmente, a atividade visava evitar a necessidade de um tratamento por hemodiálise.
Após o transplante, Duda voltou aos treinos e às competições, e agora se prepara para competir nas provas de livre, costas e borboleta durante os Jogos Pan-Americanos para Transplantados. A sua dedicação e talento lhe renderam conquistas significativas, como o título de campeã brasileira de natação para transplantados em 2025 e medalhas em competições internacionais, incluindo três pratas e um bronze no World Transplant Games, realizado na Alemanha.
A mãe de Duda ressalta a importância da natação na recuperação e no desenvolvimento da filha, destacando que a atividade física foi fundamental desde os primeiros anos de vida da atleta. O apoio da comunidade e ações como a rifa buscam garantir que Duda possa representar o Brasil em uma competição de grande relevância para atletas transplantados.
Com a aproximação do evento, a expectativa aumenta, e a mobilização para arrecadar os fundos necessários se intensifica. A trajetória de Maria Eduarda Porto é um exemplo de superação e determinação, refletindo a luta de muitos atletas que enfrentam desafios para praticar o esporte que amam.
Com informações otempo.com.br