A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) concedeu autorização para a utilização de mão de obra feminina no Estabelecimento Penal Feminino Irmã Irma Zorzi, localizado em Campo Grande. As detentas que participarem deste projeto terão a responsabilidade de produzir e embalar velas votivas de sete dias, além de desempenharem funções relacionadas à carga e descarga de materiais dentro do presídio.
A formalização da autorização foi publicada no Diário Oficial Eletrônico (DOE) na quinta-feira, 4, e contou com a assinatura do diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, e da sócia-administradora da empresa Ishikawa & Cia LTDA EPP. Este acordo representa uma nova oportunidade de trabalho para as internas, que estarão envolvidas em atividades de serviços gerais e na produção de itens industriais.
No aspecto financeiro, cada detenta receberá uma remuneração equivalente a três quartos do salário mínimo nacional, um valor que busca garantir uma compensação justa pelo trabalho realizado. O contrato celebrado entre a Agepen e a empresa terá uma duração de 24 meses, a partir da data de sua assinatura, e está fundamentado na Lei de Execução Penal e na Lei de Licitações.
Essa iniciativa não apenas propõe a reintegração das mulheres ao mercado de trabalho, mas também oferece a possibilidade de geração de renda, essencial para a manutenção de suas famílias durante o cumprimento da pena. A Agepen procura, com ações como essa, promover a ressocialização das detentas, contribuindo para um processo de recuperação e de dignidade.
O projeto reflete um movimento em direção a práticas mais humanizadas dentro do sistema prisional, ao mesmo tempo que busca atender às demandas do setor produtivo local, criando um vínculo entre a sociedade e as internas. A expectativa é de que essa experiência possa servir como modelo para outras iniciativas semelhantes em diferentes unidades prisionais.
Com informações midiamax.com.br