O Lyon apresentou, em um relatório financeiro divulgado no dia 12, uma cobrança de R$ 727 milhões (126 milhões de euros) a ser recebida do Botafogo. O documento revela que John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, emitiu garantias em nome do clube francês e do Grupo Eagle sem a devida autorização, com o objetivo de "cobrir obrigações assumidas pelos clubes Botafogo e Molenbeek". Dentre as garantias citadas, há um empréstimo que inicialmente poderia alcançar cerca de 30 milhões de euros.
O relatório financeiro do Lyon também trouxe informações sobre a depreciação, amortização e provisões líquidas, que totalizaram €158,6 milhões em 31 de dezembro de 2025, em comparação aos €47,6 milhões registrados em 31 de dezembro de 2024. Destaca-se que, desse montante, €126,2 milhões são perdas por impairment relacionadas a créditos a receber do Botafogo, devido ao risco de inadimplência identificado em partes relacionadas.
A primeira garantia emitida por Textor ocorreu em março de 2024 e foi direcionada a uma empresa de factoring, em favor de um clube do qual o Botafogo havia adquirido um atleta. A segunda garantia foi emitida em abril de 2025, novamente em favor da mesma instituição de factoring, mas desta vez para assegurar valores devidos pela SAF Botafogo a respeito do empréstimo mencionado anteriormente.
Em abril, a SAF do Botafogo moveu duas ações na Justiça do Rio de Janeiro, reivindicando do Lyon o pagamento de uma dívida que ultrapassa R$ 745 milhões. Essas cobranças referem-se a transferências financeiras e empréstimos realizados entre os clubes, refletindo a complexidade das relações financeiras entre eles.
A situação financeira entre o Botafogo e o Lyon se revela tensa, com valores significativos em disputa e a expectativa de desdobramentos legais nos próximos meses. Enquanto isso, o Botafogo se prepara para a continuidade do Campeonato Brasileiro e a Copa Libertadores, buscando estabilizar sua situação financeira em meio a essa cobrança substancial.
Com informações otempo.com.br