Os Governos do Brasil e da Espanha emitiram, na última sexta-feira, 1º, uma nota conjunta condenando a detenção de dois cidadãos em águas internacionais por parte de Israel. Os indivíduos em questão são o brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abukeshek, que foram capturados e levados para interrogatório no território israelense.
A declaração ressalta que "os Governos do Brasil e da Espanha condenam, nos termos mais enérgicos, o sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais por parte do governo de Israel". Os ativistas estavam a bordo da flotilha Global Sumud, que foi interceptada por forças israelenses nas proximidades da costa da Grécia.
Os dois cidadãos faziam parte de um grupo de 175 pessoas, distribuídas em 22 embarcações, que tentavam romper o bloqueio naval de Israel e levar ajuda humanitária ao território palestino. A Marinha israelense abordou as embarcações ao largo da costa de Creta, resultando na detenção de Ávila e Abukeshek, enquanto a maioria dos demais passageiros foi liberada.
A nota conjunta enfatiza que a ação das autoridades israelenses é "flagrantemente ilegal", ocorrendo fora de sua jurisdição e configurando uma violação do Direito Internacional, passível de ser contestada em cortes internacionais. Além disso, os Governos do Brasil e da Espanha afirmam que esta situação configura um delito em suas respectivas jurisdições.
Os dois países exigem o retorno imediato de seus cidadãos em segurança e a facilitação do acesso consular para que possam receber assistência e proteção. Em uma publicação no X, o ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que Abukeshek é "suspeito de afiliação a uma organização terrorista", enquanto Ávila é considerado "suspeito de atividade ilegal".