Campo Grande está desenvolvendo uma rede de apoio voltada para Mães Atípicas, com o objetivo de facilitar o acesso a serviços e atenuar as desigualdades enfrentadas por essas famílias. Muitas dessas mulheres são responsáveis sozinhas pelo cuidado integral de filhos com deficiência, o que gera um impacto significativo em sua renda e na rotina diária.
Um dos principais projetos é o Núcleo de Amparo às Mães Atípicas (NAMA), criado para oferecer suporte contínuo às famílias. A prefeita Adriane Lopes destaca que "o núcleo surge para atender essas famílias e organizar esse cuidado de forma mais próxima. Campo Grande está entre as primeiras cidades a desenvolver esse tipo de política pública".
Atualmente, o município está realizando um mapeamento das famílias que necessitam desse apoio. O cadastro é feito na Maternidade Cândido Mariano e funciona como uma porta de entrada para os atendimentos especializados.
Com base nesse levantamento, as famílias poderão acessar uma variedade de serviços, incluindo terapias, acompanhamento psicológico e assistência social, adaptados às necessidades de cada grupo. A prefeita ressalta que "o trabalho envolve diferentes áreas e também abre diálogo com o governo federal para ampliar esse suporte".
Além do atendimento direto, a administração municipal tem apoiado instituições que atendem esse público. Em um evento realizado na última segunda-feira (05), foi inaugurada a nova sede da Associação de Mães de Pessoas com Deficiência (Amade), em um espaço público disponibilizado pela Prefeitura.
Com a nova estrutura, a associação consegue aumentar sua capacidade de atendimento e oferece espaço para cursos e capacitações. A presidente Maria de Sousa comenta que "agora conseguimos oferecer mais atividades e acolher melhor as mães que fazem parte da associação".