A Cidade do México apresenta um afundamento preocupante, atingindo quase dois centímetros mensais, conforme dados recentes da Nasa. A deterioração é visível em diversas edificações históricas na praça central, um dos principais pontos turísticos do país.
Entre as construções afetadas estão a Catedral Metropolitana, que demonstra uma inclinação notável, e o Palácio Nacional, que também se apresenta fora do alinhamento. Esse fenômeno não é inédito, sendo um problema reconhecido há mais de um século na região.
Atualmente, o monitoramento do afundamento da cidade é realizado em tempo real através do satélite Nisar, um dos sistemas de radar mais avançados. O cientista Marin Govorcin, do Laboratório de Propulsão a Jato, destacou que o Nisar permite a detecção de mudanças na superfície da Terra, mesmo em condições climáticas adversas, como vegetação densa ou céu nublado.
Embora o afundamento já tenha sido observado anteriormente, a missão Nisar proporciona medições mais detalhadas sobre a intensidade do fenômeno e as variações de afundamento conforme o tipo de solo. O sistema também possibilita a análise de áreas ao redor da cidade, que apresentavam dificuldades para estudo devido à complexidade do terreno.
Os dados mais recentes indicam que certas regiões, incluindo a do aeroporto, estão afundando a um ritmo superior a dois centímetros mensais, uma das taxas mais elevadas no mundo. Um exemplo marcante desse rápido afundamento é a estátua do Anjo da Independência, localizada na Avenida Paseo.
A situação é agravada pela exploração desordenada das águas subterrâneas. A Cidade do México e seus arredores foram edificados sobre um antigo leito fluvial, resultando em um solo instável. A extração de água do aquífero subterrâneo provoca a formação de barro, o que contribui para o afundamento da cidade.