O Partido Liberal (PL) aguarda um anúncio do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre sua desistência na corrida pelo Senado. Castro, que tem sido alvo de dois mandados de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em um intervalo de onze dias, está considerando um pronunciamento que negue as acusações e declare sua decisão de abrir mão da disputa eleitoral para focar na sua defesa.
As investigações da PF envolvem a Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de que Castro favoreceu o grupo Refit em um esquema de fraude no setor de combustíveis. Além disso, na Operação Compliance Zero, as aplicações bilionárias do Rioprevidência no Banco Master também estão sob investigação. Em março, Castro já havia sido declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.
A pressão para que o ex-governador desista de sua candidatura está crescendo, especialmente para evitar um desgaste adicional ao senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à presidência e atua em seu reduto eleitoral. O PL já está avaliando alternativas para substituir Castro na disputa ao Senado, considerando nomes como o líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante, e o deputado Carlos Jordy, que propôs um pedido de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes relacionadas ao Banco Master.
Antes de tomar uma decisão oficial, Castro pretende gravar um vídeo se defendendo das acusações, buscando entender a reação do público. Entretanto, a cúpula do PL já considera a candidatura de Castro como encerrada. Membros do partido expressam receios de que novas operações da PF possam resultar na prisão do ex-governador.