Nesta sexta-feira (17), o presidente da França, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, lideram um encontro em Paris com a finalidade de pressionar pela reabertura do Estreito de Ormuz. Esta passagem, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, está fechada desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, iniciados em 28 de fevereiro. Em tempos normais, cerca de um quinto da produção mundial de petróleo é transportado por essa rota.
Starmer enfatizou a necessidade de uma reabertura imediata e incondicional do estreito, afirmando que essa questão é uma responsabilidade global. Ele também criticou o Irã, alegando que o país tem mantido a economia mundial como refém ao obstruir a navegação na região.
Embora a lista de participantes não tenha sido divulgada, Macron e Starmer já discutiram a situação com representantes de mais de 40 nações nas semanas anteriores. O gabinete do primeiro-ministro francês declarou que a cúpula deve contar com líderes de aproximadamente 30 países, incluindo nações do Oriente Médio e da Ásia. Os Estados Unidos não farão parte dessa mobilização, que é informalmente chamada de Iniciativa pela Liberdade de Navegação Marítima no Estreito de Ormuz.
Entre os líderes esperados em Paris estão o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Adicionalmente, diversos outros mandatários participarão das discussões por videoconferência.