Na quinta-feira (14), o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrou-se com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim. A reunião marca o início de uma cúpula bilateral que se estenderá até a sexta-feira e que tem como foco questões relevantes, incluindo comércio, tarifas, Taiwan e Irã.
Durante o encontro, Xi Jinping ressaltou a atenção global voltada para a cúpula e mencionou a Armadilha de Tucídides, um conceito que descreve como rivalidades entre potências emergentes e dominantes podem levar a conflitos armados. Ele questionou se EUA e China conseguiriam evitar essa armadilha e, ao mesmo tempo, enfrentar desafios globais em conjunto, promovendo um “futuro melhor” para a humanidade.
Taiwan foi destacado por Xi como a questão mais crítica nas relações entre os dois países. Ele alertou que a má administração dessa situação poderia resultar em um cenário “perigoso” para a relação bilateral. A China considera Taiwan parte de seu território, enquanto o governo da ilha, que é democraticamente autônomo, rejeita essa reivindicação.
Por sua vez, Trump expressou otimismo em relação ao futuro da relação entre Washington e Pequim, afirmando que será “melhor do que nunca”. Ele lembrou que conhece Xi há mais tempo do que qualquer outro líder americano ou chinês recente, fazendo referência à sua visita à China em 2017, durante seu primeiro mandato.
O contexto econômico também permeia as discussões, com o Dow Jones Futuro apresentando alta em meio ao otimismo sobre inteligência artificial e a cúpula entre os líderes. As ações da Cisco, por exemplo, dispararam após a divulgação de uma projeção de vendas que superou as expectativas, além de um plano de reestruturação focado em IA.
Vale ressaltar que, após a imposição de tarifas por Donald Trump em 2025, Pequim reduziu significativamente o fornecimento de materiais críticos para quase todos os países, com os volumes ainda abaixo dos níveis anteriores ao controle. Essa mudança geoeconômica traz implicações importantes para a dinâmica comercial entre as duas potências.