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Curiosidades sobre a Rodovia Régis Bittencourt e sua história trágica

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A Rodovia Régis Bittencourt (BR-116) é uma das principais artérias de transporte do Brasil, com milhares de motoristas utilizando-a diariamente. Considerada uma das rodovias com maior volume de tráfego de caminhões, a via compõe a mais extensa rodovia pavimentada do país. No entanto, a estrada também é conhecida por sua história trágica, que inclui um histórico elevado de acidentes.

Durante muitos anos, a rodovia recebeu o apelido de "Rodovia da Morte". O período mais crítico em termos de acidentes ocorreu na década de 1990, com um dos eventos mais devastadores registrado em dezembro de 1993. Naquele mês, um ônibus que transportava 116 passageiros colidiu com um Fiat Uno e caiu de uma ribanceira no quilômetro 112, próximo a Curitiba, resultando na morte de 41 pessoas.

O primeiro semestre de 1996 contabilizou 138 mortes, enquanto anos anteriores chegaram a registrar entre 210 e quase 300 fatalidades anualmente. Em 1999, a rodovia registrou um total de 3.154 acidentes, o que equivale a uma média de quase nove ocorrências por dia. Entre 1995 e 2002, a estrada passou por um processo de duplicação quase total, com exceção do trecho entre Miracatu e Juquitiba, na Serra do Cafezal, onde ocorriam cerca de 500 acidentes por ano, com uma média de 42 acidentes mensais.

Entre 2010 e 2017, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou 3.994 acidentes nesse mesmo trecho. A rodovia foi nomeada em homenagem a Edmundo Régis Bittencourt, um engenheiro civil nascido em 19 de fevereiro de 1897, no Rio de Janeiro, que foi importante na construção de infraestruturas rodoviárias no Brasil. Ele foi superintendente do extinto Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) na década de 1950 e participou da inauguração do trecho entre Taboão da Serra e Curitiba.

A BR-116 foi inaugurada inicialmente como BR-2, e sua administração passou para a iniciativa privada em 2007. As obras na Serra do Cafezal enfrentaram desafios jurídicos e ambientais devido à presença de áreas preservadas de Mata Atlântica. As obras de duplicação começaram em 2010, com a necessidade de aprovação dos órgãos ambientais, o que só ocorreu no fim de 2012. Em 2013, as obras de maior magnitude tiveram início, e os primeiros 11 quilômetros foram entregues antes do final daquele ano.

Em agosto de 2014, mais 9,5 quilômetros foram liberados para o tráfego, e a duplicação foi finalizada em dezembro de 2017, com a entrega dos últimos 10 quilômetros do trecho. O projeto também incluiu a construção de quatro túneis, 39 pontes e viadutos, contribuindo para a melhoria da segurança e fluidez do tráfego na rodovia.

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