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Delegado destaca impacto do PIX na repressão ao Crime Organizado durante audiência na Câmara

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O Pix, sistema de pagamentos instantâneos, alterou significativamente a dinâmica de repressão ao Crime Organizado, dificultando o rastreamento de movimentações financeiras. A afirmação foi feita pelo delegado-chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal, Paulo Francisco Soares Pereira, durante audiência pública na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, ocorrida em 12 de maio. O encontro abordou a lavagem de dinheiro por meio de fintechs e levantou a necessidade de investimentos orçamentários e tecnológicos nos órgãos de fiscalização.

Soares ressaltou que as organizações criminosas têm adotado novos métodos para esconder suas transações, o que exige um fortalecimento das polícias, que atualmente lidam com um volume crescente de dados financeiros. O delegado enfatizou a importância de um suporte robusto para que as forças policiais consigam acompanhar essas novas tendências no Crime Organizado.

A audiência contou com a presença de representantes do sistema financeiro e do Banco Central, que também defenderam a necessidade de reforço nas instituições encarregadas de monitorar e combater o crime no setor financeiro. Diego Perez, presidente da Abfintechs, destacou que as autoridades reguladoras precisam de um aumento no orçamento para se manterem atualizadas e eficazes frente aos avanços do mercado.

Andrea Chaves, subsecretária de Fiscalização do Ministério da Fazenda, mencionou a relevância da colaboração entre diferentes órgãos públicos para alcançar resultados efetivos, citando a Operação Carbono Oculto como um exemplo de sucesso. Ela alertou que, à medida que os métodos utilizados pelo crime se sofisticam, o Estado deve estar preparado para responder adequadamente, investindo não apenas em tecnologia, mas também na capacitação de seus servidores.

Alvaro Lima Freitas Junior, Representante do Departamento de Supervisão de Conduta do Banco Central, abordou o uso de “contas-bolsão” ou “contas-ônibus” como estratégias do Crime Organizado para ocultar os verdadeiros donos dos recursos movimentados. Ele detalhou ações do Banco Central, como o fechamento de contas com movimentações irregulares e o aumento da segurança cibernética nas instituições financeiras, além da necessidade de monitoramento constante das transações para evitar fraudes.

Por fim, Kelly Gallego Massaro, presidente-executiva da Associação Brasileira de Câmbio, apresentou o selo de conformidade da Abracam, que já é utilizado por cerca de 350 empresas do setor. Ela enfatizou que a adoção de boas práticas no mercado é fundamental para dificultar a inserção de recursos ilícitos na economia, beneficiando o público de forma indireta.

Com informações jota.info

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