O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou uma nota técnica em maio, alertando sobre o risco crescente de um "Super El Niño" nos anos de 2026 e 2027. Esse fenômeno, que se intensifica com o aumento da ocorrência de Desastres Naturais, gerou um debate público acerca de suas possíveis consequências, especialmente na área da educação.
As repercussões do último El Niño ainda são sentidas nas instituições de ensino, onde muitos alunos enfrentam o desafio de restabelecer vínculos de aprendizagem e proteção após os Eventos Climáticos de 2023 e 2024. A possibilidade de novos Desastres Naturais gera incertezas e pode comprometer ainda mais o processo educativo para essas crianças e adolescentes.
Embora a nota técnica não apresente certezas sobre a magnitude do fenômeno, ela descreve um padrão já conhecido: aumento de chuvas no Sul do país, ao passo que o Norte e o Nordeste enfrentam secas e queimadas. Um estudo do Unicef apontou que, em 2024, cerca de 1,17 milhão de crianças no Brasil tiveram suas atividades escolares interrompidas devido a Eventos Climáticos, como enchentes e secas, evidenciando a urgência de medidas adequadas.
Diante desse cenário, é crucial indagar quais ações foram implementadas pelo poder público nos últimos dois anos para mitigar os impactos do El Niño. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal determinou que a União e os Estados da Amazônia e do Pantanal apresentem um planejamento sobre as medidas que estão sendo adotadas para prevenir incêndios florestais relacionados ao fenômeno, em resposta à Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743.
Organizações da sociedade civil já levantaram questões sobre as inconstitucionalidades na proteção dos biomas, enfatizando os efeitos das queimadas na vida de crianças e adolescentes, especialmente em terras indígenas e quilombolas. Além disso, há um apelo por uma maior integração das ações emergenciais com a proteção das escolas e o fortalecimento dos sistemas de saúde.
A Rede por Adaptação Climática, composta por diversos grupos e especialistas, reforça a necessidade de abordar questões de justiça climática e racismo ambiental, enquanto os alertas sobre o Super El Niño se intensificam. A eventual confirmação desse fenômeno pode deixar crianças e adolescentes expostos a riscos que poderiam ser evitados, levantando a questão sobre a capacidade dos territórios de proteger e educar durante eventos extremos.
Com informações jota.info