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Dólar encerra semana em queda e fecha cotado a R$ 5,10

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O dólar apresentou uma leve queda na sessão desta quinta-feira, 3, encerrando o dia cotado a R$ 5,10. Essa desvalorização ocorre em um contexto de enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional, especialmente com a diminuição das expectativas de aumento de juros nos Estados Unidos em setembro.

Nos últimos dias, o real se destacou como uma das divisas com melhor desempenho no cenário global, mas nesta quinta-feira seu comportamento foi mais modesto. De acordo com operadores, o mercado cambial local está passando por uma acomodação depois da significativa queda do dólar, que caiu de R$ 5,19 para R$ 5,10 desde 28 de agosto, refletindo a reconfiguração das expectativas em relação à corrida eleitoral.

A divulgação da pesquisa Datafolha, prevista para esta noite, gerou grande expectativa. Os dados poderão confirmar a tendência de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, conforme observado em levantamentos recentes, como a Pesquisa Futura lançada na tarde de hoje. A percepção é de que a revelação de uma ligação próxima entre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pode beneficiar Flávio na disputa eleitoral.

Nicolas Gomes, analista de câmbio da Manchester Investimentos, comenta que o mercado está precificando um cenário eleitoral mais acirrado, o que pode aumentar a percepção sobre uma maior disciplina fiscal em 2027, reduzindo temporariamente os prêmios de risco. Apesar da valorização do real, a moeda oscilou bastante ao longo do dia.

O dólar à vista apresentou mínima de R$ 5,0705 e máxima de R$ 5,1137, fechando em baixa de 0,08%, a R$ 5,1045. Essa foi a quarta sessão consecutiva de queda da moeda, que acumula uma perda de 1,77% na semana e de 1,46% nos primeiros pregões de setembro. Em agosto, o dólar havia subido 2,16%. O real se posiciona como a segunda melhor moeda entre os emergentes neste início de mês, atrás apenas do peso colombiano.

Cristiano Oliveira, diretor de Pesquisa Macroeconômica do Banco Pine, destaca que houve um retorno do interesse de investidores estrangeiros por ações brasileiras nos últimos dias de agosto, após um período de saída expressiva de recursos. O índice DXY, que mede a força do dólar, caiu para 98,831 pontos, enquanto o iene japonês se valorizou em mais de 2%, impulsionado pelas expectativas de aumento de juros pelo Banco do Japão e rumores de intervenção cambial.

Com informações midiamax.com.br

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