Os líderes da Agência Internacional de Energia (AIE), do Fundo Monetário Internacional (FMI), do Banco Mundial e da Organização Mundial do Comércio (OMC) alertaram sobre a urgência de uma resposta coordenada frente aos impactos comerciais, econômicos e energéticos gerados pela guerra no Oriente Médio. Em um comunicado, as organizações enfatizaram que as reservas estratégicas de petróleo ao redor do mundo estão sendo esvaziadas em um ritmo sem precedentes.
O comunicado destaca que a redução dos estoques globais de petróleo é resultado direto da significativa perda de oferta relacionada ao Estreito de Ormuz. Os dirigentes alertaram que, se os fluxos de navegação não forem normalizados, a continuação da diminuição dos estoques, especialmente antes do pico de demanda de verão no Hemisfério Norte, poderá aumentar os riscos à segurança do abastecimento de combustíveis, além de afetar as condições de mercado e a resiliência econômica.
Recentemente, o preço do barril de petróleo Brent fechou a sexta-feira com uma queda de 1,7%, cotado a US$ 91,12, após ter operado abaixo da marca de US$ 90. Essa queda representa a maior perda mensal desde 2020, refletindo um cenário de incertezas e otimismo moderado nas relações diplomáticas entre os EUA e o Irã.
As entidades ressaltaram que o conflito no Oriente Médio está gerando efeitos “substanciais e altamente assimétricos” no fornecimento de energia, na segurança alimentar e na atividade econômica global, impactando de forma desproporcional os países mais vulneráveis. A alta nos preços de combustíveis e fertilizantes, bem como o aumento da incerteza econômica, foram mencionados como preocupações principais.
Adicionalmente, as instituições expressaram sua preocupação com a situação dos fertilizantes, especialmente com a aproximação da temporada de plantio em vários países. O impacto da guerra sobre esses insumos pode comprometer a produção agrícola em regiões que já enfrentam dificuldades, exacerbando a insegurança alimentar e afetando a subsistência de muitas populações.
Diante desse cenário, a necessidade de um esforço conjunto para estabilizar o mercado de petróleo e garantir a segurança alimentar se torna cada vez mais evidente, conforme as nações buscam maneiras de mitigar os danos causados pela crise atual.