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Flávio Bolsonaro sofre queda nas pesquisas enquanto Lula intensifica medidas populares

Não há terra arrasada em pré-campanha de Flávio, diz especialista — Foto: Não há

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, se mantém como o principal adversário do presidente Lula em um possível segundo turno, apesar de ter registrado uma diminuição nas pesquisas de intenção de voto. Contudo, a atual situação não é considerada crítica o suficiente para justificar uma mudança em sua candidatura. A possibilidade de novos revelações sobre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contudo, pode impactar ainda mais seus índices nas próximas pesquisas.

O Datafolha, em pesquisa divulgada na última sexta-feira (22), indicou que as demais opções da direita não apresentaram resultados significativos, variando dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. A pesquisa incluiu o nome de Michelle Bolsonaro, que obteve 22% das intenções de voto, uma diferença de 9 pontos em relação ao seu esposo, Flávio.

Além disso, os dados revelaram que Flávio Bolsonaro possui uma taxa de rejeição de 46%, enquanto Lula aparece com 45%. Diante desse cenário, a expectativa é que Flávio permaneça na disputa eleitoral, mesmo com os desafios que enfrenta.

Por outro lado, Lula tem procurado melhorar sua imagem pública através da implementação de novas medidas. Entre os anúncios, destaca-se um investimento de R$ 37 bilhões pela Petrobras e um programa denominado Move, que disponibiliza R$ 30 bilhões em crédito para motoristas de táxi e de aplicativos. As iniciativas do governo já ultrapassam R$ 200 bilhões, com mais pacotes de benefícios planejados.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que o governo está finalizando um projeto chamado Desenrola, destinado a consumidores que mantêm suas contas em dia, mas que enfrentam riscos de endividamento. Outro ponto estratégico do governo é a proposta de fim da escala 6X1, com a discussão e votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevista para a próxima semana na Câmara dos Deputados.

O relator da proposta, Léo Prates, do Republicanos na BA, deve apresentar seu parecer na comissão especial na segunda-feira (25). Após a apresentação, é esperado um pedido de vista, e a votação poderá ocorrer em duas sessões, com a possibilidade de deliberar sobre a PEC no plenário da Câmara na quinta-feira (28). Esta data é considerada crucial para cumprir o cronograma estabelecido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, também do Republicanos, que defende a aprovação da proposta ainda em maio.

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