Na tarde de quinta-feira (25), um pacto foi firmado entre o governo federal, centrais sindicais e representantes do setor patronal, com o objetivo de garantir Trabalho Decente em Grandes Eventos no Brasil. Essa iniciativa abrange a cadeia produtiva de eventos como shows, festivais, eventos esportivos, feiras e congressos, beneficiando profissionais que atuam nas áreas de produção, montagem, segurança, limpeza, alimentação, logística e serviços de apoio.
Márcia Adão, secretária adjunta para assuntos de acessibilidade da União Geral dos Trabalhadores (UGT), afirmou que o pacto representa um passo importante para que trabalhadores do setor tenham acesso a direitos sociais e trabalhistas essenciais. "De nada adianta existir eventos grandiosos se não tivermos condições dignas de trabalho", destacou a sindicalista.
Ivo Dall´Acqua Júnior, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (Fecomércio-SP), ressaltou que o Brasil possui um arcabouço legal que assegura boas condições de trabalho. Ele enfatizou a necessidade de se adequar as ações para garantir a segurança, o bem-estar e o sucesso dos eventos, que movimentam uma cadeia produtiva que gera crescimento e distribuição de renda.
O ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, enfatizou a importância da participação social e do comprometimento de empresários e sindicalistas para a implementação do pacto. "Para executar isso, não basta a vontade do ministério, não basta a vontade do presidente Lula, não basta a vontade do Ministério Público, dos auditores e auditoras. É preciso que cada CNPJ do nosso país assuma essa responsabilidade", declarou.
O pacto foi assinado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo Ministério da Cultura (Minc), além de representantes empresariais e de sindicatos, e também pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Márcio Tavares, ministro interino da Cultura, ressaltou que o Brasil é um dos maiores produtores de Grandes Eventos do mundo, que movimentam bilhões de reais e empregam centenas de milhares de trabalhadores. Para ele, essa potência econômica deve ser acompanhada de dignidade, formalização e proteção social.
De acordo com dados de 2025 da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), o setor de eventos no Brasil emprega cerca de 12,7 milhões de pessoas e representa mais de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A agenda de Grandes Eventos programada para o Brasil abrange o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027, destacando a relevância do setor no cenário econômico nacional.