Na manhã desta segunda-feira (18), a polícia foi acionada após a descoberta do corpo de Fabiola Marcotti, de 42 anos, em uma chácara pertencente a seu companheiro, um médico cardiologista de 78 anos. A mulher apresentava uma perfuração que possivelmente é de tiro, o que gerou uma série de investigações por parte das autoridades.
As apurações estão em andamento e, até o momento, não se chegou a uma conclusão sobre se o caso deve ser tratado como suicídio ou feminicídio. No local do incidente, diversas armas foram encontradas, algumas das quais não estavam registradas, levantando ainda mais suspeitas sobre as circunstâncias da morte de Fabiola.
A delegada Analu Lacerda Ferraz, que atua na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), informou que o médico foi levado para a delegacia em função de outro crime, que não está diretamente relacionado ao falecimento de sua companheira. Contudo, para preservar a integridade da investigação, detalhes adicionais não foram divulgados.
"A história não está fechada, ele está sendo preso por outro crime, tinha algumas armas sem registro e está sendo verificado. Algumas documentações estão sendo levadas para a delegacia. Elas serão analisadas e tanto o médico quanto testemunhas serão ouvidos. Porém, ainda não temos uma conclusão sobre se foi suicídio ou feminicídio", explicou a delegada Analu.
O advogado José Belga Assis Trad, que defende o médico, afirmou que seu cliente nega qualquer envolvimento na morte de Fabiola. Ele ressaltou que as investigações estão em fase inicial e que todos os depoimentos serão coletados para que a delegada responsável possa determinar os próximos passos.
"Neste primeiro momento, tudo está sendo apurado, ele nega. Vão ser colhidos os depoimentos e depois a delegada responsável vai decidir quais encaminhamentos a autoridade policial considera, na sua ótica, que são os encaminhamentos corretos", declarou José.
Com informações midiamax.com.br