O Irã está em tratativas com Omã para a criação de um sistema permanente de pedágio que formalizaria o controle do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. Caso essa medida seja concretizada, poderá representar desafios significativos para um eventual acordo com os Estados Unidos.
Em entrevista à Bloomberg, o embaixador iraniano na França, Mohammad Amin-Nejad, destacou a necessidade de que Irã e Omã mobilizem todos os recursos disponíveis para garantir a segurança e a gestão adequada da navegação na região. Essa discussão surge em um contexto de crescente tensão e complexidade nas relações internacionais envolvendo o tráfego marítimo.
As negociações têm sido mediadas pelo Paquistão, que busca facilitar um entendimento entre as partes. Recentemente, a Agência Internacional de Energia (AIE) emitiu um alerta sobre a possibilidade de uma "zona vermelha" no mercado de petróleo entre julho e agosto, caso a situação no Estreito de Ormuz não apresente melhorias.
Fatih Birol, diretor da AIE, expressou preocupação ao afirmar que a situação pode se agravar nos próximos meses se não houver progresso nas negociações. A implementação de um pedágio na via navegável, conforme o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderia inviabilizar qualquer tentativa de acordo diplomático. Rubio enfatizou que a adoção desse sistema seria inaceitável e uma ameaça global, além de ser considerada ilegal.
Na quinta-feira, 21, Rubio expressou otimismo em relação a uma possível visita do chefe do exército paquistanês ao Irã, que poderia contribuir para a diplomacia visando o fim das hostilidades. Ele mencionou que já houve avanços nas discussões, embora a questão do pedágio permaneça como um obstáculo significativo nas negociações entre Irã e EUA.