O GP da Itália de Fórmula 1, que ocorrerá entre 4 e 6 de setembro, marcará uma corrida desafiadora para Kimi Antonelli. O piloto, que lidera o campeonato de 2026, enfrentará uma penalização significativa, perdendo ao menos 10 posições no grid de largada. Essa decisão foi confirmada pelo chefe da Mercedes, Toto Wolff, que explicou que a troca na unidade de potência do carro foi necessária devido ao limite já atingido em alguns componentes.
A Fórmula 1 permite que cada piloto utilize até quatro unidades de potência durante a temporada sem penalizações, mas Antonelli já se aproximou do seu limite. O jovem piloto italiano, que completará 20 anos na próxima terça-feira, havia antecipado essa possibilidade, expressando que já esperava a penalização como parte das complexas normas do regulamento técnico da categoria.
A troca completa dos componentes do motor visa evitar futuros problemas técnicos, como o que ocorreu no GP de Barcelona, em junho, onde Antonelli não pôde competir. A Mercedes optou por realizar essa mudança durante a corrida em Monza, aproveitando a oportunidade para cumprir a punição.
Os regulamentos da Fórmula 1 estipulam que cada carro possui um número limitado de peças e componentes que podem ser utilizados anualmente. Assim que esse limite é ultrapassado, qualquer nova adição resulta em penalizações no grid de largada, independentemente da posição obtida na classificação.
O circuito de Monza, conhecido como a casa de Antonelli, é também um local emblemático para as Ferraris do monegasco Charles Leclerc e do britânico Lewis Hamilton. Durante o Grande Prêmio dos Países Baixos, Wolff destacou a importância de somar pontos na corrida, embora Kimi provavelmente perca posições significativas no grid devido à penalização imposta. A expectativa é que essa estratégia permita à Mercedes garantir um desempenho competitivo nas próximas etapas do campeonato.
Com informações otempo.com.br