Mato Grosso do Sul alcançou um aumento significativo na cobertura de esgoto, passando de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026. Este crescimento de 4,7 pontos percentuais em apenas nove meses posiciona o estado como um dos líderes nacionais na busca pela universalização do saneamento básico.
Enquanto isso, um estudo do Instituto Trata Brasil revela que aproximadamente 90 milhões de brasileiros, o que corresponde a 43,3% da população, ainda não têm acesso a serviços adequados de coleta e tratamento de esgoto. O cenário em Mato Grosso do Sul contrasta com a realidade de muitas regiões do país, que enfrentam dificuldades na implementação de investimentos necessários para avançar nas metas estabelecidas pelo Novo Marco Legal do Saneamento.
O Novo Marco Legal determina que, até 2033, 90% da população brasileira deve ter acesso a sistemas de coleta e tratamento de esgoto. No entanto, Mato Grosso do Sul já apresenta resultados promissores em diversas cidades. Ao todo, 30 municípios atendidos pela Sanesul possuem cobertura superior a 90%, incluindo localidades como Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Três Lagoas, Ponta Porã, Laguna Carapã, Paranaíba, Inocência, Bonito, Chapadão do Sul, entre outros.
Em algumas dessas cidades, a cobertura de esgoto já se aproxima da universalização, com índices de até 99%. Municípios como Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã, Inocência e Paranaíba estão entre os que alcançaram essa marca.
Esse progresso é resultado de um robusto programa de investimentos em infraestrutura, que inclui a construção de redes coletoras, estações elevatórias, estações de tratamento e novas ligações domiciliares. Nos últimos meses, a Sanesul intensificou suas obras em diferentes municípios, contribuindo para o aumento dos índices de cobertura e para a aceleração do processo de universalização dos serviços de saneamento.
Diante de um panorama nacional que ainda enfrenta desafios históricos no acesso ao saneamento básico, Mato Grosso do Sul se destaca, apresentando indicadores que o colocam em uma posição favorável para antecipar as metas nacionais e consolidar uma das mais amplas estruturas de coleta e tratamento do Brasil.