A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou uma proposta de resolução que ameaça o Irã com sanções e outras medidas, caso o país não pare os ataques a navios no Estreito de Ormuz. A resolução também exige que o Irã cesse a cobrança de "pedágios ilegais" e divulgue a localização de todas as minas no estreito, visando garantir a liberdade de navegação na região.
O projeto, que foi co-patrocinado pelos Estados Unidos e por países do Golfo, foi obtido na terça-feira, 5, pela Associated Press. A proposta exige que o Irã “participe imediatamente e facilite” os esforços das Nações Unidas para a criação de um corredor humanitário no estreito, permitindo a entrega de ajuda essencial, fertilizantes e outros bens.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a “fase ofensiva” da guerra com o Irã chegou ao fim. Ele declarou que a Operação Fúria Épica foi concluída 66 dias após o início dos bombardeios realizados por EUA e Israel contra o Irã. O Irã, por sua vez, negou qualquer envolvimento nos ataques aos Emirados Árabes Unidos e ameaçou retaliar contra ações oriundas daquele país.
Esse movimento diplomático dos EUA e seus aliados do Golfo se segue a uma resolução anterior que buscava a abertura do estreito, a qual foi vetada pela China e pela Rússia no início de abril. Na terça, Rubio acusou o Irã de continuar a manter a economia mundial como refém, ao tentar fechar o estreito e ameaçar navios, além de lançar minas marítimas e cobrar pedágios na via navegável considerada a mais crucial do mundo.
Rubio expressou a expectativa de que a nova resolução seja votada em breve e receba amplo apoio dos membros do Conselho de Segurança e uma base diversificada de co-patrocinadores. O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, também manifestou confiança na aprovação da proposta, que é mais restrita e acredita-se que não enfrentará oposição ou veto por parte dos aliados do Irã.
A resolução foi elaborada com base no Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, o que permite a aplicação de medidas militares. Ela prevê sanções ou outras "medidas eficazes proporcionais à gravidade da situação", caso o Irã não cumpra as exigências estabelecidas. A proposta reafirma o direito de todos os países em defender seus navios contra ataques e provocações, além de determinar que outros Estados não devem auxiliar o Irã em suas tentativas de fechar o estreito ou cobrar pedágios.