Imóveis desocupados e fechados podem ser focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya. Em resposta a essa questão, a Prefeitura de Campo Grande estabeleceu uma nova parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a Secretaria Especial de Articulação Regional (Sear), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Creci-MS).
O principal objetivo dessa colaboração é transformar os corretores e as imobiliárias em aliados no combate às arboviroses. A iniciativa visa aumentar a vigilância em imóveis que estão fechados, desocupados ou disponíveis para venda e locação, locais que frequentemente se tornam criadouros do mosquito transmissor.
Os profissionais do setor imobiliário, ao realizarem vistorias e acompanhamentos de imóveis, poderão identificar situações de risco, orientar os proprietários sobre cuidados necessários e comunicar irregularidades às autoridades competentes. Essa ação busca eliminar potenciais focos do mosquito, que se reproduz em água parada, uma das principais condições para sua proliferação.
Além disso, a parceria inclui capacitações oferecidas pela Vigilância em Saúde, por meio do “Projeto Colaborador Voluntário”, que já conta com a participação de mais de 300 instituições na cidade. A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, ressaltou que a presença de imóveis vazios apresenta um grande desafio para a atuação dos agentes de endemias.
Veruska Lahdo destacou a dificuldade em localizar proprietários de imóveis abandonados, que frequentemente não residem mais na cidade ou estão envolvidos em disputas judiciais. Essa situação, segundo ela, coloca a responsabilidade sobre o poder público, que precisa lidar com as consequências da falta de acompanhamento desses locais.
O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, enfatizou que a inclusão de corretores e imobiliárias no combate à dengue representa uma ampliação da capacidade de prevenção. Ele argumentou que a colaboração entre diferentes setores é fundamental para reduzir os riscos de transmissão do mosquito e, consequentemente, o número de adoecimentos na população.