Na última terça-feira (22), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou que os membros do Escudo das Américas implementem sanções contra 24 organizações que o governo estadunidense classifica como terroristas. Entre as facções mencionadas estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
A solicitação foi feita durante uma reunião que ocorreu à margem da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova York. Trump argumentou que esses grupos devem ser considerados como ameaças comuns à estabilidade da região, destacando a necessidade de um enfrentamento conjunto.
Após a reunião, 15 países emitiram uma declaração conjunta, manifestando a intenção de intensificar a pressão financeira e policial sobre as organizações. As medidas propostas incluem o congelamento de bens, restrições de vistos e a responsabilização criminal de indivíduos que apoiem material ou logisticamente essas facções.
Os países que assinaram o documento incluem Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. Notavelmente, o Brasil não está entre os signatários dessa declaração.
No comunicado, o PCC é listado como o 16º grupo e o CV logo em seguida. Também foram incluídos na lista o Cartel de Sinaloa, o Tren de Aragua, MS-13, Clan del Golfo e dissidentes das Farc, entre outros. Em junho, Os Estados Unidos já haviam classificado o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, o que permitiu que autoridades bloqueassem ativos e punissem pessoas e empresas que mantivessem relações com essas facções.
A solicitação de Trump visa expandir essa pressão, buscando que os demais membros do Escudo das Américas também se unam em sanções e ações financeiras contra os grupos. Além disso, a declaração conjunta sugere um aumento no compartilhamento de informações de inteligência, acesso a tecnologias de segurança, treinamento de agentes e intercâmbio de dados entre os países participantes.