Na última sexta-feira (22), o governo dos Estados Unidos tornou público um novo conjunto de documentos oficiais que trata de fenômenos aéreos não identificados, conhecidos como UAPs. Essa divulgação inclui relatos de militares e civis que afirmam ter observado ‘orbes verdes’, discos voadores e bolas de fogo em áreas próximas a instalações militares americanas.
A liberação das informações foi realizada pelo Departamento de Defesa dos EUA, seguindo uma política de transparência em relação aos arquivos sobre UAPs. Essa iniciativa acontece meses após uma determinação do presidente Donald Trump, que buscou ampliar a divulgação de casos históricos que foram investigados pelo governo americano.
De acordo com o Pentágono, foram disponibilizados 222 documentos, além de imagens e vídeos que se relacionam a episódios considerados sem explicação conclusiva pelas autoridades. Um dos destaques entre os documentos é um relatório extenso, com 116 páginas, que aborda ocorrências registradas entre 1948 e 1950 nas proximidades da instalação militar ultrassecreta de Sandia, localizada no estado do Novo México.
O material liberado pelo Departamento de Defesa também reúne 209 relatos envolvendo avistamentos de esferas verdes, discos e bolas de fogo, observados nas redondezas de bases militares. As investigações desses avistamentos ocorreram nos primeiros anos da Guerra Fria, um período marcado pela intensificação de testes militares e nucleares nos desertos do oeste americano.
Embora o Pentágono tenha disponibilizado esses documentos, não apresentou uma conclusão definitiva sobre os episódios relatados. Além disso, uma parte dos arquivos aborda registros associados à missão Apollo 12 Moon Landing, onde os astronautas Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan Bean relataram a observação de flashes luminosos enquanto tentavam descansar durante a missão.
O ciclo atual de abertura de documentos começou em maio, quando o Departamento de Defesa lançou um portal dedicado a hospedar informações relacionadas aos UAPs. Em fevereiro, Trump já havia se manifestado, afirmando que ordenou a liberação de materiais federais que envolviam a possibilidade de ‘vida alienígena’ e fenômenos aéreos sem explicação.