A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu, nesta quinta-feira (25), não aceitar a proposta de delação premiada apresentada por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB). A negativa foi feita pelo procurador-Geral da República, Paulo Gonet, que justificou a recusa com o argumento de que o acordo não traria informações novas que pudessem ser úteis para a investigação em andamento.
Paulo Henrique Costa está sendo investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que foi iniciada em novembro de 2025. Esta operação investiga a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras, além de abordar questões relacionadas à má gestão e à participação em organização criminosa. As investigações visam esclarecer possíveis irregularidades cometidas por figuras proeminentes do setor financeiro.
No início da Operação Compliance Zero, foram realizados mandados de prisão e de busca e apreensão em diversos estados, o que demonstra a gravidade das alegações. Um dos alvos da operação foi o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, que foi preso ao tentar deixar o país, evidenciando a abrangência das investigações.
A defesa de Paulo Henrique Costa havia sugerido que ele poderia fornecer informações valiosas por meio de um acordo de delação premiada, mas a PGR considerou que os elementos apresentados não seriam suficientes para justificar a aceitação do acordo. A situação levanta questões sobre a efetividade das delações premiadas em casos que envolvem figuras de destaque no setor financeiro.
As investigações continuam em andamento e novas atualizações devem surgir à medida que a Operação Compliance Zero avança, buscando elucidar as circunstâncias que envolvem os crimes financeiros supostamente cometidos por Costa e outros envolvidos. As autoridades permanecem vigilantes na busca por justiça e responsabilização dentro do sistema financeiro brasileiro.