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Polícia Federal ouvirá Flávio Bolsonaro em investigação de calúnia contra Lula

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) realize a oitiva do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no dia 28 de julho, às 14h. A investigação em questão apura se o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro caluniou o atual Presidente Lula (PT) ao vinculá-lo ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no Inquérito 5045.

A autorização para a oitiva foi dada na semana anterior, com um prazo de 10 dias para que o depoimento fosse agendado. A defesa de Flávio Bolsonaro solicitou um prazo maior, alegando incompatibilidade de agendas devido ao curto espaço de tempo entre a solicitação e as atividades de pré-campanha do senador, que incluem viagens e compromissos previamente agendados.

Em resposta, Moraes afirmou que a defesa não apresentou qualquer comprovação que justificasse a impossibilidade de agendar a oitiva no período estabelecido. O ministro enfatizou a necessidade de assegurar o regular prosseguimento das investigações, o que levou à definição da data e horário pelo juiz.

O formato da oitiva, se presencial ou por videoconferência, ficará a critério da Polícia Federal. A investigação foi aberta após uma representação do Ministério da Justiça, que contou com o apoio da PF e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A PF já concluiu que Flávio Bolsonaro cometeu calúnia contra Lula em uma publicação feita em suas redes sociais no dia 3 de janeiro deste ano. Na postagem, o senador fez associações entre Lula e Maduro, afirmando que o ex-presidente seria delatado e mencionando crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e eleições fraudulentas.

No relatório da PF, é destacado que a postagem sugere que Flávio Bolsonaro insinuou que a delação mencionada seria feita por Nicolás Maduro, que havia sido preso sob acusações de envolvimento com o tráfico de drogas. Isso reforça a interpretação de que Lula estaria ligado a atividades ilícitas conforme descritas na publicação.

Com informações jota.info

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