A Prefeitura de Campo Grande lançou uma força-tarefa que envolve diversas secretarias e autarquias municipais com o objetivo de acelerar a aprovação de projetos habitacionais na cidade. A iniciativa foi formalizada por meio de um decreto assinado durante a Expogrande e estabelece um "ponto de controle" para centralizar decisões, visando dar mais agilidade aos processos. A primeira reunião da força-tarefa aconteceu na manhã da última segunda-feira (27), no Teatro do Paço Municipal.
A prefeita Adriane Lopes, que está à frente da força-tarefa, destacou que a proposta busca destravar projetos em andamento e assegurar um crescimento ordenado da cidade. "A cidade precisa avançar, e para isso os processos precisam andar com organização e responsabilidade", afirmou. Essa abordagem é uma resposta à necessidade de aumentar a oferta habitacional em Campo Grande.
Vera Cristina Galvão Bacchi, secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, ressaltou que o encontro foi o primeiro após a formalização do decreto. Ela explicou que a nova estrutura foi criada para reunir as secretarias e facilitar a aprovação dos empreendimentos habitacionais. A mudança no critério de corte, que anteriormente era de 100 unidades e agora foi reduzido para 25, altera significativamente o cenário. Com essa alteração, a exigência de licenciamento ambiental se aplica a empreendimentos a partir de 25 unidades, o que requer uma nova análise sobre quantas moradias se enquadram nesse novo parâmetro.
Originalmente, a expectativa da Prefeitura era de alcançar cerca de 12 mil unidades habitacionais, entre projetos públicos e privados. Contudo, a revisão dessa projeção se faz necessária devido à recente alteração no critério de corte. Vera esclareceu que esse critério é fundamental para definir quais empreendimentos recebem prioridade na análise.
A secretária também mencionou que a força-tarefa está ciente de que existem milhares de unidades habitacionais em diferentes estágios de tramitação no município. "Estamos falando em torno de 12 a 13 mil unidades que estão em fase de aprovação, licenciamento, estudo de impacto e vizinhança, e que precisam ser agilizadas para que as construções realmente comecem", explicou.
A iniciativa visa não apenas reduzir o déficit habitacional, mas também estimular a economia local, promovendo a geração de empregos e movimentando o setor da construção civil. A força-tarefa conta com a participação de equipes técnicas de diferentes órgãos da Prefeitura, incluindo a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), e a Secretaria Especial de Planejamento e Parcerias Estratégicas (Seppe), além de outros setores estratégicos da gestão.