A direção do PT está se mobilizando diante da possibilidade de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) não participar da disputa pelo governo de Minas Gerais. Essa avaliação foi compartilhada pelo presidente do partido, Edinho Silva, durante uma reunião do grupo de trabalho eleitoral, que é responsável por delinear as alianças para as eleições de 2026.
A indefinição do senador ao longo dos últimos meses tem gerado uma nova leitura dentro do PT. A falta de ações concretas por parte de Pacheco em sua pré-campanha diminuiu a confiança dos membros da sigla em relação à viabilidade de sua candidatura. Esse impasse se intensificou após a votação que rejeitou o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, episódio que, segundo integrantes do PT, contou com a articulação de Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, contribuindo para o desgaste político do senador.
Apesar da situação delicada, Lula ainda mantém a possibilidade de uma aproximação com Pacheco. Relatos de aliados mencionam que o presidente do PT defende a manutenção de canais de diálogo e está disposto a buscar uma nova conversa com o senador antes de finalizar as tratativas.
Com o cenário político em aberto, o PT iniciou esforços para desenvolver uma alternativa para a candidatura no estado. A cúpula do partido decidiu buscar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que se coloca como pré-candidato ao governo de Minas. As negociações estão em andamento e envolvem a possibilidade de apoio mútuo entre o PDT e o PT durante a eleição local.
Minas Gerais é um estado estratégico para a campanha eleitoral do governo, possuindo o segundo maior eleitorado do Brasil. Diante da necessidade de uma candidatura forte que apoie a reeleição de Lula, a pressão sobre o partido para definir rapidamente seu palanque no estado é significativa. Até o momento, ainda não há um nome consolidado.
A primeira pesquisa Genial/Quaest de 2026, divulgada no final de abril, mostra uma corrida eleitoral com um líder claro, mas ainda sem uma definição. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece em vantagem, somando 30% das intenções de voto em um cenário com dez candidatos. Alexandre Kalil (PDT) surge em seguida com 14%, enquanto Rodrigo Pacheco (PSB) registra 8%. Os demais candidatos têm percentuais que não ultrapassam 4%.