A expectativa em torno do anúncio dos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros mobiliza o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL). A confirmação da medida do governo Donald Trump é esperada para esta quarta-feira (15), e ambos os partidos já elaboram estratégias para lidar com o impacto da decisão.
No cenário político, a intenção das pré-campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro é responsabilizar o adversário pela situação. A análise do impacto econômico que a sobretaxa pode causar no Brasil é vista como um tema central para a disputa eleitoral que se aproxima.
Em Washington, Flávio Bolsonaro afirma que a nova tarifa imposta pelos EUA é uma medida contra Lula e não contra as empresas brasileiras. A estratégia do grupo de apoio a Flávio é enfatizar que a gestão petista falhou nas negociações diplomáticas, enquanto os aliados de Lula argumentam que a tensão entre Brasil e Estados Unidos foi provocada pelo bolsonarismo.
O PT planeja utilizar o termo "Tariflávio" para associar o desgaste causado pela medida ao candidato do PL, além de destacar a ameaça que a tarifa representa ao sistema de pagamentos Pix. Os petistas pretendem explorar a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e do empresário Paulo Figueiredo, que solicitaram sanções ao Brasil devido ao processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão.
Além disso, os defensores de Lula argumentam que Flávio se inscreveu para se manifestar na audiência do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca) em 7 de julho apenas como uma estratégia eleitoral. Na oportunidade, o senador solicitou o adiamento da aplicação das tarifas para após as eleições, alegando que a imposição imediata favoreceria Lula na corrida presidencial.
Com a iminente confirmação do tarifaço, Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para se proteger da responsabilidade e tentar criar uma narrativa favorável. Em suas postagens, ele criticou Lula e o PT, acusando-os de prejudicarem o Brasil e afirmando que fez o possível para evitar a aplicação das tarifas, atribuindo a culpa pela decisão à política externa do governo Lula.