A ginasta Rebeca Andrade subiu ao lugar mais alto do pódio na final do salto do Mundial de ginástica artística, disputada na manhã deste sábado (24), em Roterdã, na Holanda. O ouro é o terceiro da brasileira no aparelho em Mundiais, após conquistas em Kitakyushu, no Japão, em 2021, e em Antuérpia, na Bélgica, em 2023. Esta foi a volta da medalhista olímpica à competição oficial após três anos.
Na fase classificatória, na segunda-feira (19), Rebeca teve a melhor nota geral do salto, com 14,400 no primeiro salto, o Duplo Twist Yurchenko, e 14,266 no segundo, quando executou a acrobacia chamada Lopez. Com o resultado deste sábado, ela chegou a dez pódios em Mundiais, em quatro participações. Antes, tinha três ouros (dois no salto e um no individual geral, em Liverpool, em 2022), quatro pratas e dois bronzes.
A brasileira não competia oficialmente desde 2024, quando participou dos Jogos de Paris e do Campeonato Brasileiro, em julho e setembro. Ela também ficou de fora do Mundial de 2025, em Jacarta, na Indonésia, e afirmou na época que o ano seria dedicado à saúde física e mental. O técnico Francisco Porath chamou o período de "destreinamento ativo" e disse que os compromissos mais importantes viriam em 2026, quando começa a valer a classificação olímpica. A volta às competições ocorreu em junho deste ano, com ouro no salto no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio de Janeiro. Em setembro, ela ficou com a prata na trave na etapa da Hungria da Copa do Mundo, atrás de Flávia Saraiva.
Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca tem seis pódios: dois ouros, três pratas e um bronze. Em agosto de 2025, a ginasta anunciou que não disputaria mais o solo, aparelho em que foi ouro olímpico em Paris e medalhista nos Mundiais de 2022 (bronze) e 2023 (prata). A decisão foi motivada por dores e pela necessidade de preservar a saúde após cinco cirurgias no joelho, a primeira delas depois de uma ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito, em 2015. "O solo é o aparelho que mais causa impacto", disse então. "Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos."
O Brasil ainda terá mais uma chance de medalha em Roterdã, com Flávia Saraiva, na final da trave, no domingo (25), a partir das 10h (horário de Brasília). Ouro no aparelho na etapa da Hungria da Copa do Mundo, em setembro, Flávia passou à decisão com a terceira melhor nota. Na quarta-feira (21), o Brasil ficou em quinto lugar na final por equipes, com 159,730 pontos, e não garantiu vaga antecipada nos Jogos de Los Angeles-2028. Por ter chegado à final, a seleção feminina está no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, que distribuirá mais nove vagas para os Jogos. Na sexta-feira (23), Flávia Saraiva ficou em 12º lugar, e Lorrane Oliveira, em 21º, na final do individual geral. Entre os homens, o Brasil não avançou a nenhuma final, algo que não acontecia desde 2010. A equipe terminou o classificatório em 19º lugar, após a queda de Arthur Nory na barra fixa.
Com informações otempo.com.br