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Redução de jogadores estrangeiros no Brasileirão é aprovada por clubes

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Na última segunda-feira (21), os Clubes do Brasileirão das Séries A e B aprovaram uma proposta que estabelece a redução gradual do número de jogadores estrangeiros nas equipes. A partir de 2024, cada clube poderá inscrever até nove atletas de fora do Brasil, mas esse limite será reduzido para oito no próximo ano. A diminuição continuará até 2030, quando cada equipe poderá contar com, no máximo, cinco estrangeiros em seu elenco. Além disso, haverá a obrigatoriedade de inscrever um número mínimo de atletas Sub-23.

A proposta foi apresentada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) durante uma reunião com os clubes, fundamentada em um estudo que revelou uma queda de 40% nos minutos jogados por atletas com menos de 23 anos no país, desde que o limite de estrangeiros foi elevado para nove, há dois anos. O estudo também indicou que a mudança não deverá impactar a maioria das equipes, uma vez que, em média, 5,4 jogadores estrangeiros foram relacionados para as partidas do Campeonato Brasileiro das Séries A e B neste ano, enquanto a média de jogadores que efetivamente atuaram foi de 4,3 por jogo.

Dos 430 jogos realizados até agora, apenas em 29 ocasiões, ou seja, 6% do total, as equipes atingiram o limite de nove jogadores estrangeiros em campo. A CBF ressalta que essa redução é uma demanda do Movimento de Clubes Formadores, que expressou preocupação com a baixa utilização de atletas formados nas categorias de base dos clubes. Nos bastidores, argumenta-se que, nos últimos anos, as equipes têm optado por contratar jogadores estrangeiros considerados prontos, mesmo que sua qualidade seja discutível, em detrimento de jogadores formados internamente que podem ter potencial de crescimento.

Com essa mudança, espera-se que os clubes ampliem a utilização de talentos locais, promovendo uma maior valorização das categorias de base e contribuindo para o desenvolvimento do futebol nacional. A nova política começará a ser implementada em 2024, dando início a um ciclo de adaptações que culminará com a redução total do número de estrangeiros até 2030.

Esse movimento é parte de um esforço mais amplo para reverter a tendência de utilização excessiva de jogadores estrangeiros e estimular a formação de novos talentos no Brasil, assegurando que as equipes tenham um equilíbrio entre experiência internacional e a valorização de seus jogadores jovens.

Com informações otempo.com.br

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