Adicionalmente, quase 14% das entrevistadas estão buscando medidas legais contra agressores ou facilitadores, um aumento em relação aos 8% registrados em 2020. Essa mudança reflete uma crescente conscientização sobre a necessidade de responsabilização por tais abusos.
O impacto da violência digital na saúde mental das mulheres é alarmante, com 24,7% das jornalistas e comunicadoras reportando diagnósticos de ansiedade ou depressão relacionados a experiências de Violência Online. Quase 13% delas também relataram ter sido diagnosticadas com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Kalliopi Mingerou, chefe da Seção de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da ONU Mulheres, ressaltou que a inteligência artificial (IA) tem potencializado a gravidade do abuso. Ela alertou sobre a erosão de direitos conquistados em meio a um contexto de retrocesso democrático e misoginia nas redes. Mingerou enfatizou a urgência de que sistemas, leis e plataformas respondam adequadamente a essa crise.
O relatório também destaca que a proteção legal contra a Violência Online é insuficiente, com menos de 40% dos países possuindo legislações efetivas para proteger mulheres contra assédio ou perseguição virtual. Globalmente, 1,8 bilhão de mulheres e meninas permanecem sem acesso a qualquer forma de proteção legal, representando 44% da população feminina mundial.