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Renúncia na FIFA marca protesto contra privatização da Copa do Mundo

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Carlos Cordeiro, conselheiro de Gianni Infantino, anunciou sua renúncia da FIFA em 31 de julho de 2022, em protesto contra um plano que visa vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. A proposta gerou tensões significativas, especialmente após a ameaça de boicote por parte da UEFA. Cordeiro, que já foi presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, estava na FIFA desde 2021.

Em uma declaração publicada no LinkedIn, Cordeiro enfatizou que não esteve envolvido na elaboração do polêmico plano e expressou sua oposição à ideia, considerando-a um “mau negócio” para as federações e para o futuro do esporte. “Como assessor sênior do presidente da FIFA, não posso permanecer enquanto a FIFA considerar vender uma participação na Copa do Mundo”, afirmou ele.

Cordeiro também criticou a falta de transparência em relação à proposta, reiterando que a prioridade da FIFA deveria ser a proteção do futebol, e não a maximização dos lucros comerciais. “Depois de uma análise cuidadosa, não posso continuar na função de assessor sênior do presidente da FIFA. Por isso, renunciei com efeito imediato”, destacou.

A reação à proposta da FIFA não se limitou a Cordeiro. No dia anterior à sua renúncia, as 55 federações filiadas à UEFA se reuniram em uma sessão de emergência e concordaram em boicotar as competições organizadas pela FIFA, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta fosse adiante. Essa movimentação revela a profundidade da crise que o futebol mundial enfrenta em relação à governança da FIFA.

Carlos Cordeiro, que se destacou por sua trajetória no futebol e no setor bancário, deixou claro que a integridade do esporte deve prevalecer sobre interesses comerciais. Sua saída da FIFA pode sinalizar um momento crítico para a entidade, que enfrenta crescente pressão por maior transparência e responsabilidade em suas decisões.

Com informações otempo.com.br

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