O Conselho de Ética do Republicanos decidiu suspender, em caráter liminar, a filiação de Rodrigo Manga, prefeito de Sorocaba, no interior de São Paulo. A medida foi motivada por acusações de "grave infração aos deveres de fidelidade e lealdade partidária", após a publicação de um vídeo em que o prefeito manifesta apoio à sua esposa, Sirlange Maganhato, que está concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados.
André Santos, vereador de São Paulo e presidente do Conselho de Ética da sigla, ressaltou que a conduta de Manga é ainda mais grave devido à sua posição como prefeito. A suspensão é válida até que o processo no Conselho de Ética seja finalizado e o prefeito deverá apresentar sua defesa em um prazo de cinco dias.
A representação que levou à suspensão foi feita por Atílio Francisco, ex-vereador de São Paulo. Na petição, ele argumenta que o estatuto do partido prevê punições para aqueles que apoiam candidatos de outras legendas. Francisco solicita a expulsão de Rodrigo Manga, afirmando que tal apoio a um adversário político compromete a integridade do partido.
Rodrigo Manga, ao ser procurado, reafirmou seu apoio à candidatura de Sirlange. Ele declarou que recebe a decisão com tranquilidade e mantém respeito por todos que contribuíram com sua trajetória política, a qual, segundo ele, ajudou a consolidar Sorocaba como uma das melhores cidades do Brasil para se viver.
O prefeito foi reeleito em 2024 com 73% dos votos, mas enfrentou problemas jurídicos que resultaram em seu afastamento do cargo em novembro de 2025. A Justiça alegou que sua permanência poderia prejudicar investigações sobre supostos desvios na área da saúde. Contudo, em março de 2026, uma liminar do ministro Nunes Marques, do STF, o reintegrou ao cargo, decisão que foi ratificada pela Segunda Turma da Corte.
Atualmente, o caso de Rodrigo Manga permanece em aberto, já que ele foi denunciado pela Procuradoria Regional da República por diversos crimes, incluindo organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações estão relacionadas à Operação Copia e Cola da Polícia Federal. A defesa de Manga nega as irregularidades apontadas.