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Taxa de analfabetismo no Brasil atinge recorde histórico, afirma MEC

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou em Fortaleza, na quarta-feira (24), que o Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo entre adultos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo revela que 8,4 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não são alfabetizados, o que representa 4,9% da população, o menor índice desde o início da série histórica em 2016.

Durante o evento, Barchini destacou que, conforme os padrões da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), essa taxa indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. "Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo", afirmou o ministro.

O anúncio foi realizado ao lado do ex-ministro da Educação e atual senador Camilo Santana (PT-CE) e do governador Elmano de Freitas. Barchini ressaltou que os resultados refletem as políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA), que apresentavam um cenário desfavorável desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país.

"No ano passado, registramos 40 mil matrículas a mais do que em anos anteriores. Isso já se traduz em resultados, com a queda do analfabetismo", comemorou Barchini, que também enumerou três indicadores que mostraram melhorias simultâneas: redução do abandono, diminuição da reprovação e da distorção idade-série. O ministro enfatizou que essas melhorias ocorreram sem comprometer a qualidade da educação oferecida.

Além disso, Barchini mencionou outras ações federais implementadas desde 2023, como a expansão das escolas de tempo integral e a criação da estratégia nacional de Escolas Conectadas, que visa garantir acesso à internet em todas as instituições de ensino. O ministro destacou que a complementação da União no Fundeb aumentou em mais de R$ 40 bilhões, contribuindo para o maior orçamento da história do Ministério da Educação.

O programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, foi apontado como um dos principais responsáveis pela melhoria dos índices educacionais. Este programa oferece incentivos financeiros a estudantes do ensino médio público, promovendo maior frequência escolar e engajamento nas aulas. "O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas", concluiu o ministro.

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