Na manhã desta segunda-feira (25), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre a possibilidade de um acordo de paz com o Irã, afirmando que ele será "grande e significativo" ou, caso contrário, não haverá acordo. Trump criticou o antigo pacto nuclear, conhecido como JCPOA, assinado em 2015, chamando-o de um "desastre" em relação à segurança, argumentando que foi um caminho para que o Irã obtivesse armas nucleares.
Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump enfatizou que não tem intenção de realizar acordos semelhantes aos que foram feitos anteriormente, referindo-se ao governo Obama. Ele também negou que um acordo com o Irã já tenha sido fechado, pedindo cautela aos críticos que comentam sobre um assunto que, segundo ele, não conhecem a fundo.
Essa declaração de Trump surge em um contexto de crescente expectativa em torno de um possível entendimento entre os Estados Unidos e o Irã, que poderia contribuir para encerrar a guerra no Oriente Médio. Uma das consequências esperadas desse acordo seria a reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
A possibilidade de um acordo trouxe impactos imediatos ao mercado de petróleo. Às 7h36 (de Brasília), os preços do Brent apresentaram uma queda de 5,4%, estabelecendo-se abaixo de US$ 95 por barril. Essa diminuição nos valores reflete as reações dos investidores às expectativas em relação ao entendimento entre as nações.
Trump reafirmou sua posição em relação ao acordo, destacando que ele não se comprometerá a aceitar um entendimento que não atenda aos interesses de segurança dos Estados Unidos. A situação continua a ser monitorada de perto, dado o potencial impacto econômico e geopolítico que um acordo com o Irã pode acarretar.