O presidente da China, Xi Jinping, elogiou os resultados de sua recente cúpula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que a reunião foi histórica e resultou na formação de uma nova relação bilateral. Xi, ao receber Trump em Zhongnanhai, a sede do Partido Comunista Chinês, afirmou que a visita representa um marco na cooperação entre as duas nações, apesar das tensões que ainda persistem.
Durante o encontro, que durou cerca de duas horas e meia, ambos os líderes discutiram a importância de manter relações econômicas e comerciais estáveis, além de expandir a cooperação em diversas áreas. Um comunicado da agência de notícias Xinhua, divulgado antes da partida de Trump a bordo do Air Force One, mencionou a existência de um “consenso importante”, embora detalhes sobre os acordos comerciais não tenham sido revelados. Espera-se que informações adicionais sejam compartilhadas nos próximos dias.
A cúpula se desenrolou após um dia de recepções calorosas e cerimônias elaboradas em Pequim. O cenário de Zhongnanhai foi escolhido para simbolizar a hospitalidade do país, um lugar que apenas um seleto grupo de líderes americanos teve a oportunidade de visitar, incluindo Richard Nixon, o primeiro presidente dos EUA a fazê-lo.
Em seu primeiro encontro, Xi Jinping fez um alerta sobre a questão de Taiwan, afirmando que a má gestão da situação poderia resultar em confrontos entre as duas potências. A China também foi mencionada em relação ao Irã, com Trump indicando que Xi estaria disposto a colaborar, embora essa informação não tenha sido confirmada pela China.
Além disso, um comunicado da Casa Branca destacou a concordância entre os dois países sobre a importância de manter o Estreito de Ormuz aberto, assegurando o fluxo livre de energia na região. Trump também anunciou que a China se comprometeu a adquirir 200 aviões da Boeing Co., um número inferior ao esperado, que era de 500 aeronaves 737 Max e outras de fuselagem larga.
Os Estados Unidos e a China estão em discussões para implementar mecanismos que acelerem acordos de investimento e reduzam tarifas sobre diversos bens não essenciais. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, comentou sobre essas negociações em uma entrevista na quinta-feira, durante sua visita a Pequim.