As lideranças do PT em Minas Gerais estão em busca de uma alternativa própria para a disputa ao governo do estado após a negativa de Rodrigo Pacheco, do PSB, que ainda precisa comunicar sua decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que essa confirmação seja feita em breve, mas, considerando o tempo escasso e a desconfiança sobre uma possível mudança de cenário, o partido já começou a delinear um plano de ação.
Uma das estratégias em discussão é avaliar a aceitação de possíveis candidatos do PT junto ao eleitorado. Entre os nomes cogitados estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, o deputado Reginaldo Lopes e a ex-ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo. Contudo, a cúpula do partido não pretende comprometer a candidatura de Marília ao governo, uma vez que ela possui uma avaliação positiva para o Senado, cargo considerado estratégico na luta contra a direita.
A atenção do PT também se volta para a possibilidade de apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT, que, segundo suas declarações a interlocutores, aguarda um gesto do presidente Lula. A relação entre Kalil e Lula ficou deteriorada após os embates nas eleições passadas, o que levanta dúvidas sobre uma aliança.
Além disso, a direção nacional do PT também considera a inclusão de lideranças do PSB de Pacheco na composição da chapa, como o ex-procurador Jarbas Soares e o empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, que foi um importante aliado durante os governos de Lula.
Com o cenário político em constante mudança, o PT de Minas Gerais se vê diante de um desafio significativo para garantir uma candidatura competitiva, enquanto tenta unir suas forças e explorar todas as opções disponíveis para as próximas eleições.