Neste sábado (27), o total de mortos devido aos terremotos na Venezuela chegou a 1.430, conforme um balanço atualizado pelo governo venezuelano às 14h20 (horário de Brasília). O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou que mais de 3.238 pessoas ficaram feridas e cerca de 3.100 estão desabrigadas. Além disso, 14 sobreviventes foram resgatados debaixo dos escombros de edifícios que desabaram.
A Organização das Nações Unidas (ONU) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o número de vítimas pode ser ainda maior, considerando a intensidade dos tremores, a precariedade das estruturas e a densidade populacional das áreas afetadas. No momento, as equipes de resgate estão empenhadas em localizar desaparecidos e retirar pessoas que ainda estão presas sob os escombros. O governo informou que mais de 1.600 socorristas de outros países chegaram à Venezuela para auxiliar nas operações de socorro, enquanto cerca de 54 mil pessoas permanecem desaparecidas.
Até agora, 17 países e a ONU contribuíram com o envio de aeronaves carregadas de ajuda humanitária. A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, comunicou em um pronunciamento na televisão estatal que outros 10 países devem se unir aos esforços de resgate, somando um contingente de 14.000 militares e policiais que estão atuando na região de La Guaira.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima um potencial elevado para que o número de mortes ultrapasse 10.000, o que colocaria este duplo terremoto entre os mais letais da América Latina no último século. Os tremores, que atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram na noite da última quarta-feira (24), resultando na destruição de prédios em Caracas e em outras localidades.
Os epicentros dos terremotos estavam a apenas 5 km de distância um do outro, sendo o mais intenso registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, e a uma profundidade de 13 km. Esses eventos sísmicos representam os mais fortes já registrados na Venezuela em mais de um século. Na sexta-feira (26), um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas, embora esse último sismo tenha sido consideravelmente mais fraco em comparação aos dois terremotos anteriores, que causaram grandes danos na cidade, podendo afetar ainda mais as estruturas já comprometidas.