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Discussões do G20 nos EUA abordarão efeitos da guerra em alimentos e fertilizantes

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Na capital americana, WASHINGTON, Os Estados Unidos se preparam para sediar, nas próximas semanas, uma série de reuniões do Grupo das 20 principais economias (G20) com foco nas consequências da guerra no Oriente Médio para os mercados de alimentos e fertilizantes. A iniciativa surge em um contexto de pressão por uma resposta coordenada entre as nações membros do grupo.

Os EUA, que atualmente ocupam a presidência do G20, reafirmaram esse compromisso através de uma declaração oficial, após a reunião dos ministros das Finanças e dos chefes dos bancos centrais do G20, realizada em 16 de abril durante os encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. A declaração, que foi divulgada antes do comunicado final, ressalta a necessidade de discutir o impacto econômico da guerra, bem como suas repercussões nas cadeias de suprimento e nos preços dos fertilizantes.

Na última semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, fez um apelo para que os países do G20, incluindo Rússia e China, tomassem ações conjuntas com o FMI e o Banco Mundial para assegurar que os países tivessem acesso a fertilizantes, cuja escassez pode comprometer a segurança alimentar global. O FMI já havia advertido que as interrupções nas cadeias de suprimento, exacerbadas pela guerra, poderiam levar 45 milhões de pessoas a enfrentar insegurança alimentar.

Os efeitos da guerra também se refletem no mercado de petróleo, onde os preços do WTI caíram 14,5% e o Brent teve uma redução de 5,06% na semana passada. As autoridades financeiras do G20 discutiram essas questões, mas ainda não chegaram a um consenso sobre uma ação coordenada para enfrentar as dificuldades relacionadas ao acesso aos fertilizantes.

Kristalina Georgieva, diretora do FMI, anunciou que as duas instituições, FMI e Banco Mundial, se reuniriam para avaliar os pedidos de ajuda dos países membros e planejar uma resposta adequada à crise. Além disso, muitos membros do G20 se comprometeram a ser ágeis e flexíveis em suas políticas macroeconômicas, enfatizando a importância de uma produção diversificada de fertilizantes para proteger as populações mais vulneráveis.

Bessent também reorganizou a estrutura do G20 sob a liderança dos Estados Unidos, suspendendo comitês que tratavam de questões como mudança climática e sustentabilidade, e redirecionando o foco para as questões macroeconômicas mais urgentes. Um porta-voz do Tesouro destacou que o objetivo é tornar o G20 um grupo mais ágil e proativo, com a expectativa de que WASHINGTON atue em conjunto com seus parceiros internacionais para enfrentar os desafios impostos pela guerra.

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