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Xi Jinping reafirma necessidade de manter Estreito de Ormuz aberto em meio a tensões regionais

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O presidente da China, Xi Jinping, reiterou a importância de que o Estreito de Ormuz permaneça totalmente aberto à navegação, em uma declaração feita nesta segunda-feira (20). Essa posição surge em um cenário de impasse entre os Estados Unidos e o Irã quanto à circulação de embarcações na região, conforme relatado pela emissora estatal CCTV após uma conversa com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.

Durante a ligação, Xi Jinping afirmou que "o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral". O presidente chinês também enfatizou a necessidade de um cessar-fogo para encerrar as hostilidades, defendendo a adoção de "todos os esforços que contribuam para a restauração da paz".

A instabilidade na região do Golfo, provocada por conflitos, impacta diretamente o comércio global, considerando que cerca de 20% do petróleo e gás do mundo transitam pelo Estreito de Ormuz, totalizando aproximadamente 20 milhões de barris diários. A situação se agravou no domingo (19), quando os Estados Unidos apreenderam um navio cargueiro com bandeira do Irã no Golfo de Omã, gerando incertezas sobre a continuidade das negociações que poderiam prolongar o cessar-fogo entre Teerã e Washington.

As declarações de Xi Jinping refletem a urgência da China em buscar uma solução para o conflito. Na semana anterior, o líder chinês havia apresentado uma proposta de quatro pontos visando a paz no Oriente Médio. Apesar das reservas estratégicas do país, a economia chinesa já enfrenta os efeitos do aumento nos custos de energia, sendo a nação o principal comprador de petróleo bruto iraniano.

Desde os ataques realizados por EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro, Teerã impôs restrições à navegação no Estreito de Ormuz, exigindo autorizações e tarifas para a passagem de embarcações. Essa região é considerada uma das principais rotas marítimas globais, respondendo por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo.

Com o avanço das negociações diplomáticas, um cessar-fogo temporário foi estabelecido na última sexta-feira (17), permitindo a reabertura parcial da rota. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou que a liberação do tráfego seria provisória, válida até 22 de abril, durante o período de cessar-fogo entre Líbano e Israel.

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