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Morte de agente de modelos vinculado a Jeffrey Epstein é investigada na França

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O agente de modelos Daniel Siad, de 69 anos, foi encontrado morto em sua casa, localizada nos arredores de Paris. A informação foi confirmada por promotores e sua advogada nesta quarta-feira (22). Siad estava sob investigação na França por suspeitas de envolvimento em um esquema de exploração sexual ligado ao criminoso sexual Jeffrey Epstein, que recrutava mulheres, incluindo menores de idade, para atividades ilícitas.

Ainda não havia ocorrido o interrogatório de Siad pelos investigadores, que se deparam com um caso complexo. O Ministério Público francês anunciou que a causa da morte do agente está sendo apurada e que o corpo dele será submetido a uma autópsia. A investigação sobre Siad será encerrada, mas uma apuração mais ampla sobre o tráfico humano relacionado a Epstein continuará.

Jeffrey Epstein, que possuía um apartamento na capital francesa, foi encontrado morto em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. A morte de Siad marca a segunda vez que um associado de Epstein morre na França. O agente Jean-Luc Brunel, que também era acusado de recrutar mulheres para Epstein, foi encontrado morto na prisão em 2022, alegando inocência.

O Nome de Daniel Siad aparece mais de 1.800 vezes nos arquivos do caso Epstein, que foram tornados públicos pelo governo americano. Em comunicações com Epstein, Siad mencionava suas atividades de recrutamento de mulheres, comparando-as à pesca. Ele se referiu a esse processo em um e-mail enviado em 2014, no qual dizia: "Neste negócio, às vezes me sinto como um pescador: algumas vezes pesco rápido, outras vezes não há peixe".

Entre as mulheres que Siad teria recrutado, há uma alemã desaparecida há 11 anos, cuja história foi recentemente divulgada na imprensa. As investigações do Departamento de Justiça americano indicam que Siad recebeu pagamentos superiores a 80 mil dólares por seus serviços relacionados a Epstein.

O escândalo em torno de Epstein, condenado por crimes sexuais, revelou um extenso esquema de exploração de jovens e menores de idade, que operou por anos. Epstein mantinha relações com diversas personalidades influentes, incluindo o presidente americano Donald Trump, o magnata Bill Gates e o trilionário Elon Musk. Após sua prisão em 2019, Epstein foi encontrado morto em sua cela em Nova York, um caso que gerou diversas teorias da conspiração e especulações sobre suas atividades e contatos.

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