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Operador Nacional do Sistema Elétrico realiza suspensão na geração de energia excedente

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou pela segunda vez neste ano um plano emergencial para interromper a geração de energia em resposta ao excesso de oferta no Sistema Interligado Nacional (SIN). A ação foi implementada das 11h às 13h30 do dia 23, sem causar impactos diretos aos consumidores, afetando apenas as distribuidoras de energia.

A medida visa garantir a segurança do Sistema Elétrico, especialmente em um final de semana com previsão de menor consumo. O plano emergencial inclui restrições na geração de usinas Tipo 3, que abrange pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), usinas a biomassa e empreendimentos eólicos e solares de menor porte. Além disso, o ONS tomou medidas adicionais para reduzir a produção das usinas sob seu controle direto.

O primeiro acionamento do ano ocorreu em 7 de junho, durante o feriado prolongado de Corpus Christi, quando foram gerenciados 1 mil megawatts (MW) das 10h às 14h. Já em agosto de 2025, o excesso de energia quase resultou em sobrecarga no sistema, com a geração distribuída alcançando 37,6% da demanda nacional. Para evitar um blecaute que poderia afetar diversos estados, o ONS decidiu reduzir a produção de hidrelétricas e termelétricas, cortando 98,5% da geração eólica e solar centralizada.

Recentemente, o ONS anunciou que está desenvolvendo um sistema para desligar automaticamente parte da geração distribuída em situações críticas. Este sistema, denominado Esquema Regional de Alívio de Geração (Erag), prevê um corte de até 3 gigawatts (GW) de energia, divididos em três estágios de 1 GW, e será ativado apenas após a exaustão das demais alternativas de controle. Um projeto-piloto desse mecanismo deverá ser realizado até o final de 2026 em uma distribuidora, e, caso os testes sejam bem-sucedidos, a implementação pode avançar para 2027.

Atualmente, a geração distribuída, que inclui micro e minigeração, possui cerca de 50 GW de capacidade instalada no Brasil. O ONS ressalta que o crescimento dessas fontes de energia torna a operação mais complexa, uma vez que parte da produção não pode ser monitorada ou controlada diretamente pelo operador.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) afirmou que as distribuidoras seguirão as orientações do ONS para a execução do plano de suspensão. Em nota, a entidade solicitou que sejam estabelecidos procedimentos mais detalhados para a definição dos cortes, enfatizando a necessidade de critérios claros para garantir segurança operacional e jurídica aos geradores.

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