Os candidatos ao governo da Bahia apresentaram propostas à Justiça Eleitoral com o objetivo de enfrentar a violência, combater organizações criminosas, modernizar as forças policiais e ampliar as políticas de prevenção no estado. O conteúdo dos planos de governo, disponível no DivulgaCandContas e no Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral, varia em nível de detalhamento, com alguns documentos trazendo programas e metas específicas e outros apenas diretrizes gerais.
Entre as propostas, ACM Neto, do União Brasil, sugere a Criação da Governadoria da Segurança, que funcionaria como uma sala de situação e núcleo de inteligência, sob o comando do governador. Ele propõe reuniões semanais com o secretário de Segurança Pública e comandantes das forças estaduais, além de encontros mensais com os comandos regionais. O plano inclui metas anuais e relatórios semestrais de execução.
Neto também planeja a instalação de postos avançados de comando nos 27 Territórios de Identidade e a ampliação do uso de tecnologias como reconhecimento facial e análise de padrões criminais. Pretende integrar operações com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e guardas municipais, oferecendo bonificações às prefeituras que se unirem ao sistema estadual.
Outra proposta é o bloqueio de sinais de celular e rádio em todas as unidades prisionais nos primeiros 100 dias de governo, além da utilização de drones para monitorar sobrevoos não autorizados sobre os presídios. O candidato também planeja a construção de unidades de segurança máxima para isolar líderes de facções e aumentar o monitoramento das áreas comuns dos estabelecimentos penais.
ACM Neto defende a criação de uma Lei Orgânica e um estatuto de carreira para a Polícia Penal, com a realização de concursos públicos contínuos para suprir o déficit de profissionais. O programa Bahia Trabalha é voltado para o trabalho remunerado de jovens e adolescentes.
O candidato propõe a eliminação de autos de resistência e a comunicação imediata aos órgãos periciais em casos de mortes durante ações policiais. Também busca fortalecer as centrais de penas alternativas e a Defensoria Pública, além de proibir a superlotação e privatização dos presídios, incluindo parcerias público-privadas.